LIBERDADE

LIBERDADE
A única coisa a que estou irremediavelmente preso, é a minha paixão pelas corridas. De toda a atmosfera fútil e comercial em que o esporte encontra-se imerso, eu estou livre. Daniel Meyer

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Treino nos primeiros 21km do Soloman Bombinhas

No último sábado corri os primeiros 21km do Soloman Bombinhas para que todos possam ter alguma referência do que enfrentarão no dia 02/08. Foi a primeira vez que corri exatamente este trecho com largada na Praia de 4 Ilhas e término na Praia de Zimbros. Não estou no auge da minha forma física (longe disso! rsrsrs), mas também não estou tão mal e diria que tive um bom desempenho neste treino, estava me sentindo bem, apesar de um ligeiro cansaço do dia anterior.

Corri ao todo 29km neste dia mais alguns extras, sendo:

6km MTB (locomoção)
2km aquecimento
4x100m acelerações
21km Forte (Trecho inicial do Soloman)
6km leve
2,5km caminhando

Link com todas as parciais deste treino: PARCIAIS DOS 21KM DO SOLOMAN BOMBINHAS

Fechei os 21km em 1h58'47" bem cansado! Caminhei apenas na subida da trilha para o Retiro dos Padres, logo depois do trecho de costão, onde simplesmente não compensa correr! Os primeiros 21km do Soloman são bem mais pesados do que os 21km finais, por isso é muito importante que todos tenham muita cautela neste trecho!

É isso aí galera, está chegando o dia, estejam preparados! No próximo final de semana eu correrei o segundo trecho e dou um feedback pra vocês.

Abração!

SOLOMAN BOMBINHAS
porque eu corro onde e quando eu quiser

FORÇA VEGANA
por uma nova consciência esportiva

sexta-feira, 20 de junho de 2014

DOMÍNIO PÚBLICO

DOCUMENTÁRIO MAIS DO QUE RECOMENDADO!!!

Por favor, faça um favor a você mesmo, DESLIGA ESSA TELEVISÃO! Faça um esforço e procure enxergar o mundo como ele é, além das novelas, dos telejornais e das propagandas.

Deixe de ser um escravo da mídia, do estado e sobretudo, das grandes corporações. REBELE-SE!

Ahhh! Mas você gosta de futebol? Então reúna os amigos e jogue, VIVA verdadeiramente o futebol, que o resto é mentira, é sombra de um esporte, que hoje não passa de business, um mero negócio criado para alguns poucos ganharem avalanches de dinheiro através das paixões humanas. Um negócio criado para manter o povo entorpecido, desacordado para as reais mazelas deste mundo.

E antes que eu me esqueça, FODA-SE A COPA!!!!!!!!!!!!!!!


 - Assistir no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=dKVjbopUTRs

- Assistir no Vimeo:

http://vimeo.com/98238853

Assista, Copie, Baixe, Compartilhe, Discuta, Comente, Debata, mas não permaneça indiferente...

sábado, 31 de maio de 2014

DO POUCO QUE GANHEI

Apenas mais um poema lançado ao vento...

DO POUCO QUE GANHEI

Quanto aos poemas e canções,
saibam que acreditei,
acreditei no que diziam
as canções e os poemas.

Mesmo quando...
cruelmente me disseram
que eram “só” poemas,
que eram “só” canções.

Eu acreditei, levei a sério,
Desci até as profundezas
da toca do coelho.

O que ganhei com isso?
Uma verdadeira avalanche
de desilusões,
diversos nocautes...

E alguns importantes laços
de amizade perdida
talvez, para sempre.

Amizades, desintegradas
ainda na elaboração do salto
E que, durante o salto
eu já não as reconhecia mais.

Se valeu à pena?
E como valeu!
Apesar de todas as tormentas,
todos os naufrágios
e os mortos acumulados
no caminho,

Valeu... valeu acreditar
no que diziam os poemas
e no que diziam as canções.

Não fiquei mais rico
fama e prestígio também não ganhei
Hoje não tenho diplomas
não sou PhD,
também não sou rei!

É, não posso negar,
o que ganhei não foi muito, admito,
mas era exatamente este POUCO
que eu desejava encontrar!

Este pouco, que só anda descalço
que não usa gravata a lhe enforcar,
que não tem limites;
e que anda assim, LEVIANAMENTE,
só por andar.

Daniel Meyer

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Por que eu corro?

Corro, porque correr é algo maravilhosamente simples, descomplicado, gratuito, libertador, transformador, democrático, de acesso a TODOS.

Porque correr é meditar, é sentir-se pleno, é sentir-se em paz, em sintonia profunda com tudo e com todos.
Não comecei a correr por conta da badalação, do status, dos pódios, premiações, medalhas, troféus e brindes oferecidos pelas competições comerciais. Não comecei a correr para ser um atleta campeão, mas por saber que a corrida seria capaz de me transformar em um homem melhor. Comecei a correr por simples paixão, mas aos poucos, me vi cada vez mais envolvido e alimentando um sistema pautado na competição e no consumismo, que escraviza a todos, física e psicologicamente. Com o tempo, fui percebendo que como tudo em nossa sociedade mercadológica consumista, minha paixão pelas corridas estava sendo, cada vez mais, transformada em um mero produto de mercado, e pior, o simplificado ato de correr, hoje, acabou ascendendo ao desprezível status de artigo de luxo.
E agora, aquele esporte simples e democrático que unia as pessoas, enquanto artigo de luxo, não promove outra coisa que não, separação, extravagância, desperdício, cegueira e exclusão social.
É por isso que após quase 10 anos vivendo intensamente minha paixão pelo esporte, não posso mais me permitir continuar contribuindo para a perpetuação dessa atmosfera fútil e comercial em que todo o esporte encontra-se imerso.
O esporte é um mecanismo de transformação social, tão poderoso quanto a arte! Um evento esportivo é, entre outras tantas coisas, também uma manifestação cultural! E não posso mais aceitar que o ingresso das pessoas nestas manifestações seja um privilégio destinado apenas a um grupo de “escolhidos”, que podem pagar para se divertirem.
Renunciemos a todas as futilidades! Reaprendamos a dar valor para as gratuitas maravilhas desta vida, que nos são ofertadas gentilmente todos os dias pela natureza. Aprendamos a dar cada vez menos poder ao dinheiro e construamos juntos, um mundo novo, para todos, sem miséria, sem ricos nem pobres e com imenso respeito à natureza. Construamos esse mundo utópico a que chamam todos aqueles que não ousaram tentar. Tentemos, não importam as consequências, pois na pior das hipóteses, teremos vivido uma vida verdadeiramente autêntica e de acordo com nossa consciência.
 “Dinheiro é só um pedaço de papel que todo mundo acredita que vale alguma coisa, se ninguém acreditar, não vale nada!”
Não é contra as pessoas envolvidas com a organização de competições esportivas que eu estou lutando, mas contra o sistema deplorável que elas alimentam. Estou lutando para que as pessoas entendam que não precisam pagar para correr! Que o essencial nas corridas é de graça! Que é possível ser feliz sem todas as extravagâncias dessas competições comerciais. E que o dinheiro gasto com a inscrição desses eventos pode ser utilizado em ações menos individualistas e mais coletivas.
Esta reflexão deve ser encarada sob uma perspectiva que inclua todas as esferas de nossa sociedade e não apenas o âmbito esportivo, pois tudo está interconectado. As mudanças, lutas e revoluções travadas, seja na arte, no esporte, cultura, educação, saúde, etc. Sempre modificarão a sociedade como um todo e não apenas algumas partes dela.
Correr é minha forma de protestar contra todas as injustiças e misérias que condeno neste mundo, é a forma que me cabe, de dizer NÃO a estas atrocidades e de dizer SIM à vida! Nesse sentido, o que eu tiver que renunciar, eu renunciarei.

E se hoje continuo correndo, é porque de outra forma, eu morreria. É porque a vida, não tem de ser comprada, tem de ser vivida!

Daniel Meyer

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Respondendo às críticas...

Minha resposta a Felipe Telles e Marcelo Musial sobre seus comentários a respeito de minha última postagem aqui no blog, “Adeus Competições Comerciais” e, principalmente a respeito de minha publicação no facebook, anunciando que correria a ultramaratona Indomit Costa Esmeralda sem inscrição como forma de protesto.

Faço questão de trazer à tona esta discussão por considerar de grande relevância.
Para um melhor entendimento de todo o contexto, sugiro visualizar a postagem original, bem como, todos os comentários sobre o respectivo tema, através deste link:
Publicação no facebook:
Daqui a pouco, mais precisamente à meia noite, será hora de mostrar que o espírito humano é realmente INDOMÁVEL e não se curva aos caprichos de um mundo onde o dinheiro sempre fala mais alto!
Mandarei minha mensagem correndo os 100km da Indomit Costa Esmeralda por conta própria, autossuficiente, sem estar inscrito.
"Uma parte do mundo é nossa morada e a outra parte é nosso quintal..." e ninguém pode me impedir de correr no quintal de casa!
FORÇA VEGANA
por uma nova consciência muito além do veganismo

Marcelo Musial:

Com todo o respeito, paga quem quer. Ninguém é obrigado a ir na prova. Você tem 364 dias por ano para correr lá. Porque justo na prova? Muitos jamais conheceriam esse paraíso sem a prova. Acho que tem espaço para todos, o percurso ta lá. Deixa quer quer ir e pagar, fazê-lo. Boa sorte
Felipe Telles:

Gustavo, apaguei meu comentario por considerar que fui um pouco impulsivo em falar que perdi meu respeito por ele. Nao faz parte de mim tal tom agressivo. Mas nao posso concordar com a atitude. Os valores das inscricoes sao caros SIM. Infelizmente é a realidade do nosso pais. O organizador nao tem acesso as ruas de graça, apesar da maioria achar que é desse jeito. Sao pagas taxas carissimas para que os eventos sejam realizados. Mesma coisa com staffs, comida, estrutura. O daniel foi auto-suficiente? Otimo, entao poderia muito bem ter realizado a "corrida"dele em outro dia como protesto. No dia ele virou só mais um corredor na multidao. Qual foi o protesto? Um post no facebook? Isso nao é protesto. Ja disse, quer protestar, faça uma prova de acesso a todos. O soloman tai e mostra como se faz (http://www.soloman.com.br/.../historico-do-soloman-2013.html)

Felipe Telles:

Nenhum organizador de corridas é rico ou ganha muito dinheiro com isso. A maioria ganha o suficiente para realizar o evento e as vezes banca do proprio bolso. Conheço vários, minha esposa trabalha diretamente com isso, não é fácil. A maioria faz passionalmente. Será que se todos correrem na pipoca os organizadores vao diminuir o preço? Muito provavel que nao. Essa foi a primeira ultra maratona trail do Brasil. E olha que somos um pais enorme, estamos extremamentes atrasados neste ponto! Se mais pessoas aderirem uma das duas coisas vai acontecer:
1- Os valores vao aumentar para sustentar os pipocas e o evento ser realizado para pessoas que querem correr uma prova com apoio, organização, etc...
2-Nao vamos ter mais opcoes de prova. E olha que já temos poucas.
Eu adoro comer comida japonesa, e nao é por isso que vou a um restaurante, pego a comida, levando minha mesa e cadeira (para ser auto-suficiente, apesar de aproveitar o principal do restaurante) e saio de lá sem pagar pq achei caro.

Quer protestar pelos preços altos. Ok, concordo, mas não desta forma. Não leva a nada, e só prejudica os terceiros.
Marcelo Musial:

Outra opção são as comunidades de corridas online, como a da Nike. Você corre aonde quer, quando quer, e ta lá competindo numa distância específica. O que mais existe são opções grátis, então por favor não prejudique quem escolhe pagar e usufruir de um evento. Valor ( preço) é algo pessoal. Eu, por exemplo, acho caríssimo tênis de corrida de 650 reais, meu protesto é não comprar. Se o preco de determinada corrida é alto, não vá. Abs
Daniel Meyer:

Felipe Telles, é bem provável que tenhamos realmente opiniões opostas sobre este assunto, entretanto, é possível também, que você não tenha compreendido a amplitude de minhas reflexões, decisões e por fim de minha proposta de ação. Não estou interessado em migalhas, minha luta não é por inscrições de provas mais baratas, mas pelo fim dessa sociedade destinada somente a uma parte da população... não desejo ajudar o pobre, quero, é que a pobreza seja extinta! Não é de esporte que estou falando, é de desigualdade social, de injustiça social! Quero que o esporte, cultura, educação, a natureza e tudo que é produzido por nossa sociedade sejam para TODOS.
Você está completamente enganado, quando afirma não existirem organizadores de eventos esportivos ricos lucrando muuuuuito em cima da paixão das pessoas, TEM SIM e não são poucos! É claro que também existe muita gente boa e bem intencionada envolvida com organização de eventos esportivos, tenho inclusive diversos amigos envolvidos nesse meio, pessoas pelas quais mantenho profundo respeito. Porém, querendo ou não, cientes ou não, estão todos no mesmo barco meu caro. Neste caso, TODOS estão contribuindo de uma forma ou de outra, para o bom funcionamento da máquina capitalista que divide, classifica, rotula e mede as pessoas pela quantidade de dinheiro no banco!
Para quem, são essas competições Felipe? A quem se destina todo o mercado esportivo? Ora, pergunta fácil essa, hein? A quem tem dinheiro para pagar, lógico! E eu te pergunto, e quem não tem? Essa te responderei segundo a ideologia capitalista, ok? - Quem não tem, FODA-SE!!! Que se EXPLODA!!!
Me desculpe os termos, mas é exatamente essa mensagem, que a ideologia do sistema em que nossa sociedade está assentada, repete aos excluídos todos os dias. E eu, me cansei de fazer parte da festa promovida pelo “Clube dos Escolhidos” (os que podem pagar), tampouco, desejo entrar para o “Clube dos Excluídos”. Quero, tão somente, lutar por um mundo sem classes, sem desigualdades, sem privilégios, onde cada homem e cada mulher valham pelo que de fato são , e não pelo que têm. E essa luta exige profunda entrega e renuncia, aliás, como tudo na vida.
Eu estive ontem na Indomit Costa Esmeralda, corri os 100km sem inscrição como havia divulgado e, como sempre, o que mais me emocionou, foi presenciar o poder de luta e perseverança do ser humano diante de algo a que se propôs realizar, como neste caso, os 100, 84, 65, 50, 21 e 12km da competição de ontem. Se ao menos uma ínfima parte dessa força de vontade fosse canalizada para a transformação de uma sociedade verdadeiramente justa, já estaríamos vivendo este sonho há muito tempo.
Este ano eu não precisaria gastar 1 real com competições, caso me mantivesse no “mercado”. Pois alguns organizadores me concederam inscrições gratuitas para todas as provas que compunham seus circuitos de corridas de montanha, sendo que, em alguns casos, até mesmo com todas as despesas pagas. 2014 seria sem dúvida alguma, o ano em que eu menos gastaria com o esporte, é muito provável que conseguisse até neutralizar os custos.
Em resumo, não estou combatendo o mercado esportivo e nosso sistema econômico-social de forma mais ampla, porque EU não posso pagar as competições (isto seria o suprassumo da hipocrisia), mas, porque nesta sociedade que permitimos ser construída, sempre haverá ALGUÉM, que não poderá pagar. E isto, jamais poderei aceitar.
Um abraço sincero de quem não tem nada pessoal contra você, apenas opiniões contrárias.

Daniel Meyer:
Não Marcelo Musial! Paga quem pode! Da mesma forma que, não morre de fome quem quer, mas quem não pode pagar pela comida! Não são poucos os corredores que gostariam muito de ter participado de uma ultramaratona de montanha nas trilhas e praias paradisíacas aqui de Bombinhas, mas que não puderam por falta de recursos financeiros. Repito, e não me cansarei de repetir: esporte bom, democrático, é esporte para TODOS, o contrário, é ditadura! Uma ditadura disfarçada, mas ainda assim, uma ditadura.
 
 
 
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

ADEUS COMPETIÇÕES COMERCIAIS!

A única coisa a que estou irremediavelmente preso, é a minha paixão pelas corridas. De toda a atmosfera fútil e comercial em que o esporte encontra-se imerso, eu estou livre.

Hoje é um dia muito especial para mim, que põe fim há alguns meses de reflexão profunda sobre os rumos de minha vida esportiva. Na verdade, toda essa reflexão não vem de agora, apenas intensificou-se nesse início de ano, culminando com uma decisão, enfim, definitiva – Não competirei mais.

Há mais de cinco anos minha consciência vem me atormentando com esta ideia, mas nunca tive coragem suficiente para largar completamente as competições. Primeiro parei de competir as provas de Ironman, depois veio a decisão de parar de vez com as competições de triathlon e por fim, o inevitável, parar até mesmo com as competições de ultramaratonas e corridas de montanha, rompendo completamente todos os laços que faziam de mim um construtor e promotor do desprezível comércio esportivo que tanto me repudia e entristece.
Quero deixar bem claro que, o que estou renunciando e passando a combater, não é a corrida, não é o esporte, mas o mercado esportivo e TODO o gigantesco shopping Center em que transformaram nosso planeta. Tudo que nos cerca e até mesmo nossas paixões foram reduzidas a meros produtos, e sinceramente, não aguento mais olhar para tudo e ver sempre uma etiqueta de preço.
Nós desaprendemos a dar valor para as simples e gratuitas maravilhas deste mundo. Aprendemos desde bem pequenos que só há valor no que pode ser comprado. E agora, não sabemos mais viver sem exercitar o nosso poder de compra. Sem o dinheiro e as coisas que ele pode comprar, ficamos perdidos, sem conseguir enxergar nenhuma possibilidade de felicidade.

Todos os ambientes de nossa sociedade foram infectados pela podridão da ideologia do sistema mercantil totalitário, todas as relações humanas reduziram-se à relações comerciais.
Este sistema mantém a todos na condição de escravos do dinheiro. Mas é ridiculamente simples livrar-se desta escravidão psicológica, basta reaprendermos a valorizar o simples, o gratuito e abundante e parar de consumir, consumir, consumir, consumir e consumir...

Transformaram nossa paixão pelas corridas em um produto – e nós permitimos isso. Correr é algo essencialmente simples e acessível a todos. Não precisamos pagar para correr! Podemos reunir os amigos e criar nossos próprios encontros e eventos esportivos!
Não precisamos da badalação das competições comerciais, não precisamos de camisetas promocionais, medalhas, troféus, pórtico de chegada, pódios, roupas de compressão, tênis caros e todas as futilidades ofertadas e adquiridas pelos clientes-corredores. E também não precisamos ter nosso ego massageado pela falsa ideia de que vencemos alguém, que isso, não passa de uma grande mentira!
Porque não pode haver competição justa entre indivíduos diferentes. E como somos todos seres diferentes, a única competição real e justa, é aquela entre o que somos e o melhor que podemos ser.
Precisamos apenas manter viva nossa paixão pela corrida, apenas, CORRER...

Curto e grosso, continuarei correndo e promovendo o veganismo e a simplicidade através do esporte, mas declaro:
Minha paixão pelo esporte
não está mais à venda!!!
Adeus competições comerciais!

Obs. A faixa de chegada mais importante que cruzei nesses quase 10 anos de competições de endurance, foi uma câmera de bicicleta cortada, improvisada pela minha mãe em uma competição totalmente organizada por um pequeno grupo de amigos apaixonados pela verdadeira essência do esporte – SOLOMAN ITIRAPINA 226 em  maio de 2013.


EQUIPE FORÇA VEGANA
por uma nova consciência muito além do veganismo

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O VEGANISMO MUITO ALÉM DO VEGANISMO

Hoje, abandonar todos os produtos de origem animal do carrinho do supermercado está mais “fácil” do que nunca. Isso, porque à medida que o número de veganos cresce em todo mundo, aumenta paralelamente também, a demanda por produtos considerados veganos e consequentemente o mercado responde a esta “necessidade” com uma avalanche de produtos industrializados substitutos aos de origem animal.
É aí que surge um paradoxo. Esta maior acessibilidade do consumidor a produtos veganos que, aparentemente parece ser algo imensamente positivo para o fim da exploração animal, pode não ser!
Basicamente o que existe hoje, não é uma maior oferta de NECESSIDADES veganas, como frutas, vegetais frescos, leguminosas e cereais, produtos de higiene e de limpeza, entre outras necessidades do homem contemporâneo. O que presenciamos atualmente é um verdadeiro mar de FU-TI-LI-DA-DES veganas, tal qual, o de futilidades onívoras! O que muda nesse contexto é apenas a origem dos insumos e a falsa sensação por parte do vegano consumista, de que está fazendo a sua parte para a construção de um mundo melhor, ledo engano.
Este é um dos meus maiores temores, que o Veganismo de Conveniência tome o lugar do Veganismo de Consciência e que, no final das contas, muitas das atrocidades cometidas por nossa civilização contra a Natureza continuem sendo perpetuadas, porém, de agora em diante, com a chancela vegana.
O que precisa ser entendido é que as premissas de nosso sistema socioeconômico, como o consumismo, a competição e o desperdício são antagônicos ao ideal vegano, enquanto não combatermos a estrutura toda em que vivemos, direta ou indiretamente, nosso estilo de vida continuará impactando profundamente a Natureza, poluindo as águas e os ares, devastando florestas, destruindo ecossistemas e extinguindo espécies, tanto da fauna quanto da flora.
Existe uma infinidade de crimes ocultos em nossa sociedade, dos quais não só somos cúmplices, mas culpados. Pois consentimos, e o que é pior, em nome do progresso, do conforto, da conveniência e da ganância, preferimos não enxergar. Nossos automóveis, estradas, usinas, fábricas, shopping centers e cidades, de forma indireta, talvez matem tantos animais silvestres quanto os matadouros animais de criação.
Para respeitar a Natureza (inclui-se aqui obviamente todos os animais) não é preciso necessariamente ser vegano, diversos povos primitivos matavam animais para o consumo, porém, de uma forma “limpa”, dentro de uma atmosfera de respeito e equilíbrio reconhecendo o valor de tudo que existe de forma anti-hierárquica. Para a Natureza não existem preferidos, seres humanos, outros animais, bactérias, rios e pedras, tudo possui a mesma importância. E enquanto não reaprendermos esta lição, veganos ou não, continuaremos destruindo tudo ao nosso redor e por fim, a nós mesmos.
Quanto mais próximos da Natureza estivermos, melhor a compreenderemos, quanto mais simplificarmos nossas vidas, melhor reconheceremos nossas reais necessidades. O veganismo como vem sendo propagado não passa de um pseudo-veganismo, apenas mais um ismo em nossas vidas repletas de contradições, precisamos enxergar o veganismo muito além do veganismo, respeitando a Natureza como um TODO e não apenas algumas partes dela.
por Daniel Meyer
 
* Artigo Publicado na 2ª edição da revista especializada em corridas de montanha, TRC (Trail Running Club).
 
 
FORÇA VEGANA
por uma nova consciência
muito além do veganismo