DANIEL MEYER FORÇA VEGANA
Veganismo, ultramaratonas, corridas de montanha, triathlon e Liberdade
sexta-feira, 24 de maio de 2013
TUDO PRONTO PARA O SOLOMAN!
Domingo (dia 26/05) às 7:00, mesmo dia e horário do Ironman Brasil, eu e mais 12 "Cavaleiros do Apocalipse", na companhia de nossos fiéis escudeiros (sem os quais não somos nada), estaremos largando para cumprir 3,8km de natação, 180km de ciclismo e 42km de corrida em uma prova com um perfil altimétrico insano.
Eu e minha equipe de apoio (mãe e esposa), já estamos desde quarta em Itirapina (SP) onde será realizada a prova. Estamos ansiosos e prontos para o grande desafio!
Mais do que uma prova de endurance, o SOLOMAN é o resgate da essência esquecida do triathlon. A "PAIXÃO PELO DESAFIO" acima de tudo!
A EQUIPE FORÇA VEGANA estará representada nessa grande celebração do esporte, por mim e pelo Ulisses Franceschi Eliano.
Para maiores informações sobre a prova clique aqui: SOLOMAN
EQUIPE FORÇA VEGANA
por uma nova consciência esportiva
segunda-feira, 29 de abril de 2013
FORÇA VEGANA no Mountain DO Praia do Rosa 18km
Nada como um trail run com a família e os amigos, na paradisíaca Praia do Rosa, para renovar a alma e deixar a vida ainda mais leve!
Foi minha 3ª participação nos 18km da Praia do Rosa (na verdade 17,5km). Em 2011 fui campeão com 1h18min21seg, em 2010 consegui a 3ª colocação com 1h16min47seg e desta vez fui vice-campeão com 1h18min42seg. Colocação disputadíssima até os últimos quilômetros com o 3º colocado. Assim como em 2012, corri novamente com o Vibram Five fingers Bikila, que por sinal, já está vivendo seus últimos dias de vida! rsrsrs
A praia do Rosa é um local singular, um exemplo de integração
homem/natureza de forma equilibrada. O percurso da prova é belíssimo, com
subidas curtas e íngremes e descidas velozes, exigindo muita técnica em alta
velocidade.
Resultado dos atletas FORÇA VEGANA:
- Daniel Meyer -
2º colocado geral
- Liana dos Santos - 9ª colocada geral e 2ª colocada na cat. Sub
35 anos
- Jhonatan Carvalho
- 13º colocado geral e 4º
colocado na cat. Sub 35 anos
- Maria Angela Costa - ? (por problemas com o chip ainda não temos
o resultado)Obs. Por conta de um erro na entrega dos chips, em minha colocação (2º geral) na lista de resultados e na colocação de Jhonatan Carvalho (13º geral) também atleta da equipe Força Vegana, aparece o nome de outros atletas (Daniel de Oliveira Junior e Jhonatan da Silva Mendes respectivamente).
Minha próxima prova é o MULTISPORT BRASIL 90km, dia 18/05 e
depois o SOLOMAN, dia 26/05!
Domingo pós prova, explorando o melhor do Rosa.
Domingo pós prova, brincando no costão.
Curtindo o Juan, meu sobrinho de coração.
(eu, minha mãe e minha irmã no costão do Rosa)
EQUIPE FORÇA VEGANA
Por uma nova consciência esportiva
sexta-feira, 19 de abril de 2013
LONG DISTANCE CAIOBÁ 2013 - relato
Bom, chegou a hora de contar como foi o meu primeiro Long distance lá em Caiobá.
As 3 semanas que antecederam o Long Distance Caiobá foram
muito difíceis. No dia 24 de março realizei meu melhor treino do ano até aquele
momento, foram 127km de bike em intensidade elevada, porém, me sentindo
confortável, seguido de 16km de corrida em um pace de 4’20” prá lá de
confortável! Acabei o treino inteiro, com um sorriso de orelha a orelha, com a
certeza de que, enfim, eu estava novamente em forma.
Mas por conta de tamanha empolgação, acabei cometendo um
erro gravíssimo. O dia estava mais frio e após o treino, ao invés de me aquecer
rapidamente, tomei um banho e voltei a ficar pelado (só de sunga) como de
costume. Rsrsrsrs. Me lembro bem de estar comendo e tremendo de frio, mas eu
estava tão feliz com meu desempenho que nem me lembrei de me aquecer.
Na manhã seguinte, recebi a conta de minha negligência, com juros e correção! Uma
gripe avassaladora, fiquei cinco dias completamente NOCAUTEADO, de cama! Nos
primeiros dois dias praticamente em jejum, não conseguia comer nada e mal tinha
força para levantar da cama (exercício físico zero durante 5 dias). Em mais de
8 anos de veganismo, foi a primeira vez que algo assim me aconteceu.
No sexto dia de nocaute, sábado 30 de março, fui assistir
minha família na corrida rústica de Bombinhas de 10km, uma prova pesada, com
subidas bem íngremes. Ainda estava ligeiramente debilitado e por isso havia
decidido não correr, mas chegando lá, decidi me inscrever de última hora (coisa
de idiota mesmo!). No aquecimento porém, apesar da sinusite e dos calafrios, eu
estava me sentindo bem, corpo leve e musculatura solta.
E para minha absoluta surpresa, adivinhem minha colocação?
Segundo colocado geral! É isso mesmo, vice-campeão, perdendo apenas para o
Giliardi Altair Pinheiro, um dos melhores, se não o melhor corredor de montanha
do Brasil!
Corri bem, consegui fazer força pra valer, nem eu mesmo
podia acreditar no que estava acontecendo. No dia seguinte (31/03) minha irmã e
meu pai iriam participar de uma Travessia de natação, também aqui em Bombinhas,
na distância de 1.500m. Mas dessa vez eu já havia adiantado que não
participaria, precisava descansar, porque eu já tinha feito besteira demais
correndo os 10km no sábado. Sempre que possível eu participo das travessias
realizadas por aqui para ganhar ritmo de prova e testar meu condicionamento,
pois como nado exclusivamente no mar, acabo não tendo muito parâmetro para
avaliar minha evolução, acaba sendo tudo muito subjetivo.
Acabei não resistindo e em cima da hora saí de casa a pé, em
direção a largada da travessia, sem inscrição, apenas para participar mesmo.
Resultado, mesmo com o desgaste dos 10km do dia anterior e
ainda me sentindo debilitado por conta da gripe, fiz uma de minhas melhores
travessias, terminei na 30ª colocação geral entre aproximadamente 200 atletas, chegando
à frente de nadadores que eu nunca havia ganho! Existem coisas que realmente
não tem explicação.
No entanto, na semana seguinte os treinos foram sofríveis,
parecia que toda minha energia havia sido gasta no fim de semana, era visível
que ainda haviam resíduos da gripe, mas sinceramente, pensei que com os bons
resultados de sábado e domingo os treinos fluiriam bem melhor. Fiquei muito preocupado, porque já no próximo
domingo dia 07 de abril eu participaria do Triathlon de Longa distância de
Jurerê e no dia 14, do Long distance Caiobá, duas pancadas! Com a forma física em
que eu me encontrava por conta do nocaute que sofri, me dava arrepio só de
pensar nessas duas provas.
No Longa Distância de Jurerê (1,8km/56km/15km) me senti bem
novamente e por conta disso acabei forçando demais no ciclismo e pagando o
preço na corrida. Ainda assim, ter forçado no ciclismo me garantiu a 10ª
colocação geral entre aproximadamente 150 atletas.
Apesar de não ter acertado o ritmo em Jurerê, minha
confiança havia retornado. Eu podia sentir que estava muito bem novamente e totalmente
recuperado da gripe. O problema agora era apenas a falta de treino e o
pouquíssimo tempo para treinar para Caiobá.
Como fazer uma grande prova em Caiobá com tão pouco treino?!
Antes dos problemas todos que tive, minha expectativa para essa prova era muito
grande, acreditava poder brigar pelas 15 primeiras posições. Entretanto,
faltando uma semana para a prova, a realidade era outra e eu precisava me
concentrar inteiramente naquilo que eu podia fazer de melhor com o que tinha no
momento e, não no que poderia fazer se isso ou aquilo não tivesse acontecido. Do
contrário eu largaria muito afoito e com certeza erraria novamente o ritmo de
prova e quebraria feio no final.
Resumindo, tive uma excelente semana de treinamento e
descanso pré prova. Cheguei em Caiobá muito confiante e motivado, apesar de não
bem treinado.
Tudo pronto! Da areia, alinhado para a largada, não era difícil
perceber que a natação seria bem mais curta que os 1,9km divulgados pela
organização (teve aproximadamente 1,4km contando a parte terrestre até a T1).
Além disso, a primeira boia estava extremamente próxima à praia, o que,
considerando a quantidade de atletas (mais de 500), geraria uma enorme
pancadaria no contorno desta primeira boia.
Não deu outra! Após 22 minutos e algumas cotoveladas e socos
na cara (faz parte), vencida a batalha aquática, entrei na T1 na 66ª colocação
e parti para os 81km de bike (quando o divulgado foi 84km) em um percurso EXCELENTE,
muito bom mesmo! Durante o ciclismo comi 4 bananas passa, algumas mariolas
(doce de banana com açúcar) e tomei água e meu isotônico caseiro (água, açúcar,
sal e limão).
Entreguei a bike com 2h06min03seg de pedal (sem rodas e
capacete aero, por que? Porque não tenho! rsrsrs), partindo para correr na 31ª
colocação (sem contar os dois revezamentos que estavam a minha frente). Consegui
ser bem consistente nos 20km, fechando a corrida em 1h23min34ses, finalizando a
prova com 3h53min34seg extremamente satisfeito com meu resultado, diante às
adversidades vividas nas 3 semanas que antecederam a prova. Segundo a listagem de
resultados oficial, fui o 25º colocado geral.
Muita, mas muita gente se beneficiou do vácuo em
Caiobá e saiu ileso, sem nenhuma penalização (nada de novo), a questão do vácuo
nas provas de longa distância está completamente descontrolada! Mas quer saber?
Para mim, esse pessoal que pega vácuo descaradamente quando
o mesmo é expressamente proibido, não é triatleta, são FANTASMAS! A quem eles
pensam que enganam?Nada justifica pegar vácuo em provas de longa distância, NADA! Mesmo que 99% dos atletas estiverem se beneficiando ilegalmente do vácuo, ainda assim, devemos nos manter firmes, impávidos, com a cara no vento e a consciência tranquila.
Acreditem eu sei do que estou falando. Vejam a foto abaixo:
-----------------------
Uma breve historinha...
Nunca esquecerei desse traço vermelho...
Isto significou uma penalização minha por vácuo no 70.3
Penha em 2011. Até então, mesmo com mais de 6 anos de triathlon e 5 Ironmans,
eu nunca havia presenciado em provas, problema com vácuo e pelotões, sempre
realizei provas tranquilas nesse sentido, mas em compensação, nunca havia
participado de provas de meio ironman, onde a questão do vácuo parece se
agravar muuuuuito!
Entrei no 70.3 Penha 2011 em ótima forma, mas completamente
despreparado para o que estaria por vir ( metade dos participantes pegando
vácuo).
Quando peguei a bike, passei muitos atletas, até chegar em
um pelotão gigante com pelo menos uns 30 atletas. No que eu cheguei, ataquei e
ultrapassei o pelotão, que rapidamente me passou novamente. E eu, desesperado,
indignado e com muita raiva, sprintei novamente e puxei (fervendo de raiva)
todos os fantasmas do pelotão por alguns quilômetros, até o grupo facilmente me
engolir mais uma vez. Foi então que, já cansado e na ânsia de vencer, ao invés
de deixar os fantasmas irem embora e fazer uma prova limpa, como num passe de
mágica! Passei de triatleta, para a condição de FANTASMA. E fiquei ali, junto
ao pelotão revezando o vácuo. Até o fiscal chegar, me mandar parar e aplicar a
punição.
Naquele dia terminei a prova desolado, muito triste por ter
sido penalizado e tal, mas principalmente, por ter perdido minha integridade.
Porque por mais explicações e desculpas que eu arranjasse para justificar o que
fiz, no fundo eu sabia, que não havia justificativa.
Mas hoje, agradeço por ter sido penalizado naquela prova,
porque dessa forma eu pude refletir sobre o erro que cometi, porém se não
tivesse sido penalizado como aconteceu com vários atletas que pegaram vácuo e
chegaram em ótimas posições, é possível que, assim como eles, eu me deixasse
iludir pelos louros da vitória e me esquecesse por completo que, a tal “vitória”
e a vaga para o mundial em Las Vegas teria sido conquistada através de uma
fraude e que, tudo não teria passado de uma mentira.------------------
No mais, voltando a prova do último domingo, saibam que adorei o Long Distance Caiobá. Tirando os atletas
desonestos (presentes em todas as provas) e as distâncias bem menores do que o
divulgado, é uma bela prova, retornarei com certeza sempre que possível.
RESULTADOS LONG DISTANCE CAIOBÁ (masculino incluindo os revezamentos)
Quanto aos trapaceiros pegadores de vácuo,
SÃO SÓ FANTASMAS. Nada mais.
Agora é preparação total para o SOLOMAN, uma prova nas
distâncias de Ironman que será realizado no mesmo dia e horário do Ironman
Brasil! Dia 26 de maio. Essa prova é um resgate a todos os valores perdidos no
nosso esporte.
Antes ainda correrei o MD Praia do Rosa 18km dia 27/04 e o Multisport Brasil 90km, uma semana antes do SOLOMAN. A Ultramaratona de 24 horas que eu correria no começo de maio, ABORTEI, justamente para fazer um baita SOLOMAN!
Até a próxima!
FORÇA VEGANA
Por uma nova consciência esportiva
segunda-feira, 11 de março de 2013
21º TRIATHLON DE GAROPABA (750m/20km/5km) – Apanhando feio!
Manhã sofrida neste último domingo (10/03) em Garopaba (SC)
na 2ª Etapa do Campeonato Catarinense.
Ainda estou bem fora de forma, pois comecei a treinar forte
novamente somente há duas semanas. E por incrível que pareça, onde mais estou
sofrendo é na corrida. O nível técnico dos atletas nas provas do catarinense
vem crescendo gradativamente ano após ano, fato comprovado nas duas primeiras
etapas de 2013, em Navegantes e agora em Garopaba.
Como as duas primeiras etapas do campeonato catarinense são
nas distâncias SPRINT (750m/20km/5km) com vácuo liberado, eu acabo sofrendo
muito por ter sempre o meu forte ciclismo
neutralizado pelos pelotões. E neste domingo em Garopaba não foi diferente.
Analisando a lista de inscritos, eu já sabia que conseguir
ficar entre os 10 primeiros seria uma tarefa difícil na condição física em que
me encontro.
Saí da água na 23ª colocação e logo na T1 ganhei mais duas
posições, saindo para pedalar em 20º. Logo no início do ciclismo vi que seria
complicado chegar no 2º pelotão que se formou a minha frente, com pouco mais de
1 minuto de vantagem para mim. Assim como em Navegantes, apesar de fazer muita
força no ciclismo, senti dificuldade para pedalar realmente forte como estou
acostumado. Passei mais alguns atletas nesta etapa da prova, mas sem conseguir
chegar no 2º pelotão onde se encontravam os atletas que lutavam pela 6ª
colocação. Os 5 primeiros colocados entregaram as bikes bem destacados dos
demais competidores.
Na corrida me senti muito mal e ainda fui ultrapassado pelo
atleta Felipe Costa da Silva (Felipinho), com quem agora divido a 9ª colocação
no ranking catarinense 2013.
Terminei a prova exausto, na 12ª colocação geral e em 3º na
categoria 30-34 anos. Um resultado abaixo do almejado, mas de certa forma, até
que razoável considerando o nível dos atletas presentes e se tratando de uma
prova com vácuo liberado.Agora é treinar forte para as duas primeiras grandes competições do ano, o Triathlon Longa distância de Jurerê, prova válida como 3ª Etapa do Catarinense dia 07/04 e o Long Distance Caiobá nas distâncias de meio ironman dia 14/04.
Mas antes destas duas provas, ainda participarei no dia 23/03, da 2ª Etapa do Catarinense de Aquathlon em Jurerê, prova realizada conjuntamente ao Brasileiro de Aquathlon.
FORÇA VEGANA
Por uma nova consciência esportiva
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
CALENDÁRIO DE PROVAS 2013
Que a FORÇA VEGANA esteja comigo em mais este ano repleto de desafios, para que eu possa continuar promovendo e difundindo o movimento vegano em grande forma, com consciência e responsabilidade.
Temporada de competições viabilizadas por SUSHI DA BIA e MENU VEGANO, patrocinadores oficiais do triatleta vegano Daniel Meyer.
F O R Ç A V E G A N A
pelo fim de toda violência e ignorância cometida contra os animais
domingo, 30 de dezembro de 2012
SEMPRE HÁ ESCOLHA
"O que mais me conforta é saber que, se por acaso eu perder tudo que tenho (bens materiais), ainda assim, terei tudo de que preciso." Daniel Meyer
Uns tem mais sorte, outros menos, mas no fim das contas, SEMPRE HÁ ESCOLHA.
FORÇA VEGANA
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Ultramaratona 12h do Paraná – Minha redenção
O que me levaria a participar de uma ultramaratona de 12h há
apenas duas semanas das 24h em Campinas, onde mais uma vez comi o pão que o diabo
amassou? Não existe nenhuma lógica, nem tão pouco, qualquer traço de
racionalidade em minha forma de agir e pensar. Por mais que eu reflita, analise ou pondere algo, acabo mesmo, sempre seguindo minha intuição, pois considero que aquilo que sentimos PULSAR muito forte dentro de
nós, jamais poderá estar errado!
PAIXÃO! Esta é a resposta para a pergunta acima. Foi
por pura paixão pela corrida e pelos desafios de endurance que me inscrevi
nessa prova. Eu precisava de mais essa chance de encerrar meu
ano competitivo em paz comigo mesmo.
Na verdade eu estava me programando para correr os 60km de
montanha em Canela RS, mas o Jhonatan Carvalho (Johny), um grande amigo meu e
companheiro de equipe, me convidou para correr essas 12h em Almirante Tamandaré
no PR, região metropolitana de Curitiba, encostado de sua casa. Quando ele me
avisou sobre a prova já era o último dia de inscrição, foi tudo muito rápido,
por isso pedi a ele que me desse um tempo para pensar. E uns míseros 5
minutinhos depois, eu já havia me inscrito e estava saindo para efetuar o
pagamento!
Eu e a Liana, minha amada e eterna companheira, saímos de
casa na sexta e ficamos hospedados na casa do Johny em Curitiba. Fomos (Eu ,
Liana, Johny, Ketlin e Juan de pouco mais de 1 mês de vida) para o local da prova no final da
tarde, pois a largada estava prevista para às 21:00. Montamos acampamento,
organizamos tudo que iríamos precisar durante a prova como, roupas, tênis e comidas.
Depois descansamos um pouco e, já na escuridão, nos preparamos e saímos em direção
ao pórtico de largada, último desafio de 2012 e também, última chance de
me redimir das 24h corridas em Campinas há duas semanas, onde tive sérios
problemas fisiológicos, me impossibilitando de alcançar, os meus tão almejados
200km.
As 12h do Paraná foi uma corrida muito simples, porém, feita
com muito carinho pela “Correr e nadar” empresa responsável pela organização do
evento. Uma prova sem nenhum glamour, de essência verdadeiramente RÚSTICA.
Realizada quase em total escuridão, em um percurso de 1,3km ao redor de um lago
e terreno composto ora por cascalho, ora por grama e, em alguns pontos apennas terra, com 3 pequenas subidas ao longo de cada volta. Um prato cheio para
corredores sem nada na cabeça e um coração transbordando de alegria pela vida!
Com praticamente 50min de atraso, por conta de imprevistos
com a iluminação da prova, enfim largamos! Optei pela mesma estratégia
utilizada em Campinas, de sair em um ritmo bem forte (mas confortável) no
começo e ir diminuindo naturalmente a velocidade até que, se manter apenas de pé fosse
um esforço tremendo! Mas desta vez, mantive atenção redobrada na hidratação e
alimentação, para que eu não viesse a ter nenhuma complicação fisiológica,
podendo assim, levar minha tolerância à dor ao limite!
Por se tratar de uma corrida de 12h e não de 24h, não
programei nenhuma parada, minha ideia era me manter correndo na pista o máximo possível,
deixando para caminhar somente quando as pernas travassem de vez! E desta
forma, segui minha jornada, engolindo quilômetros por horas a fio. Passei os
primeiros 13km (10 voltas) com 57min22seg, 26km com 2h03min31seg, 39km com
3h06min13seg e a partir daí comecei a
diminuir bastante o ritmo, mas permaneci na pista. Em seguida concluí 52km em
4h32min09seg e parei pela primeira e única vez para colocar uma meia, trocar de
tênis, realizar uma breve massagem e voltar rapidamente à pista.Até então eu havia corrido com o Vibram five fingers Bikila. Permaneci exatos
16min fora da pista, não parando mais nenhuma vez! Alcancei os 65km com
6h19min52seg.
Já com muita dificuldade e travando uma briga intensa com
meus adversários pela 2ª colocação, cheguei aos 78km com 7h57min53seg. Então,
começou a ficar tudo muito difícil, não existia um só músculo em meu corpo que
não estivesse latejando de dor. Meu corpo implorava para que eu parasse para
descansar, mas todo ultramaratonista em algum momento aprende que, são nestas
horas que mais devemos perseverar, insistir, insistir, e insistir o quanto for
possível, até que em um determinado momento, quase que por encanto, a dor e o
desconforto simplesmente diminuem. É um momento crucial em toda ultramaratona,
é muito difícil resistir, mas quando conseguimos, nosso corpo parece perceber
que, haja o que houver você não vai parar e então, desiste de enviar os sinais
de dor na mesma intensidade. Em provas muito longas, de mais de 20h de duração,
essa situação costuma ocorrer mais de uma vez, exigindo sempre muita
determinação e concentração para não parar.
Após muita dor e algumas lágrimas já secas em meu rosto
visivelmente abatido, superei (sem ter que parar), o momento mais complicado de
toda a prova e cheguei aos 91km em 9h36min56seg com o ânimo renovado,
determinado a ultrapassar mais de 110km, conseguindo até aumentar
consideravelmente minha velocidade nas últimas 2h30min de prova.
Desde o início da corrida, o primeiro colocado literalmente disparou
na frente, ampliando volta a volta sua vantagem aos demais corredores, porém a
briga pela segunda posição esteve aberta desde o começo, sendo disputada
intensamente por mim e mais 3 atletas. Invertíamos as posições constantemente,
todos muito próximos uns dos outros.
Mais um pouco de sofrimento acumulado e consegui ultrapassar os 100km, marcando
104km em 10h58min05seg, distante apenas poucos quilômetros do segundo colocado, meu
amigo Raphael Bonatto, um dos grandes ultramaratonistas brasileiros. O cara simplesmente não
largava o osso! Mesmo assim, reuni minhas últimas e escassas forças para tentar
alcança-lo. Durante a segunda metade da prova, todos meus ataques foram um a um,
neutralizados por ele. E em minha última tentativa, não foi diferente. Não era
possível ir mais rápido do que eu estava indo, eu ficaria mesmo com a 3ª
colocação, restava apenas saber com que quilometragem.
Na última hora de prova
eu estava correndo simplesmente à flor da pele, muito emocionado, apesar de
todo cansaço, meus olhos emanavam alegria. Nas duas últimas voltas fui
acompanhado pelo Johny que teve um dia realmente difícil e mesmo assim resistiu
bravamente. Faltando apenas uma volta, como de costume, meu corpo parecia estar
completamente anestesiado, toda dor sumira, dando lugar a uma sensação de plenitude,
um sentimento de paz tão intenso, que me permitiria morrer naquele mesmo
instante com um sincero sorriso no rosto, sorriso de quem tem a certeza de que
não apenas existiu, mas de que viveu INTENSAMENTE!
Completei a prova com 113,1km em 11h57min09seg, de mãos dadas
com o Bonatto e o Johny, muito mais do que adversários, grandes parceiros
durante as 12h de prova. Ao cruzar o pórtico não aguentei e chorei, chorei
muito, que nem criança!
É por tudo isso relatado acima, que eu corro e continuarei correndo, porque
é muito simples ter um dia perfeito!
FORÇA VEGANA
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